A infraestrutura dos shows

Esse pauta é algo que sempre me intrigou desde criança: como funciona a montagem dos shows no Brasil? Sempre fiquei intrigada com a logística da infraestrutura dos artistas internacionais, e admito que fiquei super irritada com 12 anos quando a estrutura do palco do One Direction nos shows aqui no Brasil era muito menor do que nos outros países. Por isso, fui atrás de entender como toda essa organização acontece para proporcionar todos os espetáculos que tanto esperamos.

Primeiro é necessário entender que todo o processo de montagem de um show ou festival é baseado na logística – do frânces “logistique” , que significa uma arte que trata do planejamento e realização de vários projetos. É preciso pensar em tudo para garantir a qualidade técnica de um espetáculo: a acústica, a iluminação, os efeitos pirotécnicos e a transmissão, caso haja.  

Segundo a matéria da Superinteressante, a infraestrutura básica para um show – seja em ambientes fechados, seja ao ar livre – pode ser dividida em quatro seções, sendo a mais importante o chamado P.A. (sigla de public address, “endereçamento ao público”), que abrange tudo o que for voltado para emitir o som que a platéia escutará. Há também a iluminação e outros efeitos visuais, além da estrutura do palco, é claro.

O equipamento costuma ser montado na véspera. Normalmente entre 5 e 10 toneladas de parafernália como amplificadores e caixas acústicas e mais 1 000 metros só de fiação, embora as superproduções internacionais usem muito mais. A parte sonora depende das dimensões do evento, se ele será em local aberto ou fechado. “Um grande show ao ar livre chega a exigir cerca de 20 caixas padrão e 30 subwoofers (especiais para freqüências graves)”, afirma Eduardo Lemos, diretor da Transasom, empresa especializada em sonorização. 

Em shows internacionais, há um trâmite de importação e exportação, que fica a cargo do setor de logística, desde o despacho dos equipamentos do país de origem até a entrega desse material no palco do show. A Waiver é uma empresa que atua no Brasil especializada em soluções logísticas diferenciadas para eventos internacionais e promove a maioria desses processos.

A organização começa no país de origem da banda ou do cantor que irá realizar o show. São transportados desde o material cênico, sistemas de iluminação e sonorização, estruturas, painéis de led, displays, equipamentos de filmagem e instrumentos da banda. O volume desse material varia de acordo com o tamanho e o tipo de show que será realizado.

O transporte pode ser aéreo, marítimo ou rodoviário, e ele depende do tipo de material e de qual local do mundo a carga está vindo, sendo sempre necessário criar um planejamento para antecipar qualquer tipo de problema que possa acontecer no trajeto. A produção da banda se responsabiliza por embalar os equipamentos de forma segura e adequada para preservar o conteúdo das caixas.

A Waiver cuida da logística internacional do Rock in Rio desde 1991 e atua na montagem das no Brasil, em Portugal, na Espanha e nos Estados Unidos. O ‘backstage’ da Cidade do Rock começa muito antes dos palcos serem montados no Rio de Janeiro. Bandas e fornecedores internacionais enviam centenas de toneladas via aérea e marítima para o evento e as chegadas da carga ocorrem em vários estados brasileiros. Cerca de 30 profissionais do grupo Waiver no Brasil, Argentina, México, Colômbia, Chile e Peru atuam de forma direta neste planejamento para que tudo seja entregue e coletado nas datas e horários previstos.

As centenas de toneladas de equipamentos de palco, som, iluminação, cenários vêm dos EUA e de vários países de Europa para os palcos Mundo, o Sunset, o Rock Street, a Street Dance, além dos equipamentos das próprias bandas e músicos. Ao final de cada show, tudo deve ser coletado e reexportado para o próximo destino de cada banda. As bandas que estão em turnê pela América Latina, logo após o Rock in Rio, seguem sua agenda e a empresa cuida da logística de suas cargas por toda a América Latina.

Com certeza quando estamos no meio de um festival cantando nossas músicas preferidas não pensamos na quantidade de pessoas e equipamentos foram utilizados para tornar aquele momento possível. A palavra logística nunca foi tão utilizada e necessária para grandes eventos como esses.

O Turu Turu de Sandy e Junior

Com certeza o momento mais nostálgico da música pop brasileira este ano foi o anúncio da volta da dupla Sandy & Junior aos palcos. Durante uma coletiva de imprensa em São Paulo em março, a dupla anunciou a volta aos palcos com uma turnê comemorativa de 30 anos intitulada “Nossa História”. Passando por 10 capitais do Brasil, os shows que começaram em julho em Recife, terminarão em março, em Belém.

A dupla anunciou a turnê como pontual, uma homenagem aos tempos de fama nos anos 2000, afirmando ser apenas uma celebração, e não uma volta definitiva. “O nome é ‘Nossa História’ porque não é só a história da gente, mas de todo o mundo que caminhou ao nosso lado. Nossos projetos individuais continuam. Estamos nos permitindo viver isso um tempinho, mas depois vamos voltar para nossos trabalhos”, confirmou Junior na coletiva.

Com certeza o momento mais nostálgico da música pop brasileira este ano foi o anúncio da volta da dupla Sandy & Junior aos palcos. Durante uma coletiva de imprensa em São Paulo em março, a dupla anunciou a volta aos palcos com uma turnê comemorativa de 30 anos intitulada “Nossa História”. Passando por 10 capitais do Brasil, os shows que começaram em julho em Recife, terminarão em março, em Belém.

A dupla anunciou a turnê como pontual, uma homenagem aos tempos de fama nos anos 2000, afirmando ser apenas uma celebração, e não uma volta definitiva. “O nome é ‘Nossa História’ porque não é só a história da gente, mas de todo o mundo que caminhou ao nosso lado. Nossos projetos individuais continuam. Estamos nos permitindo viver isso um tempinho, mas depois vamos voltar para nossos trabalhos”, confirmou Junior na coletiva.

Sandy e Junior no primeiro show da nova turnê, em Refice
( Imagem: Manuela Scarpa/Brazil News)

O anúncio da turnê deixou uma legião de fãs muito animados por mais shows de Sandy & Junior e as vendas esgotaram rapidamente em todo o Brasil. O amor dos fãs vem desde a infância de milhares de pessoas embaladas pelos sucessos da dupla, o que tornou a turnê um dos grandes eventos de 2019. Uma dessas fãs é Letícia Caixeta, psicóloga de 23 anos.

Nascida em Brasília, ela conta que vai aos shows de Sandy & Junior “desde que se entende por gente”. Letícia fez parte até do fã clube oficial, com carteirinha e tudo. “Eles sempre foram presentes na minha infância, enquanto morava em Brasília fui em todos os shows possíveis com meus pais”, conta ela. Hoje morando em São Paulo, a psicóloga não conseguiu ingressos para os shows na cidade, mas, como a família é de Brasilia, conseguiu ingressos para o show na capital. A mãe, que sempre acompanhava-na durante a infância, saiu do Maranhão até Brasília para ir ao show com a filha.

Letícia e sua mãe no show dia 20 de julho, em Brasília
(acervo pessoal)

A nostalgia é uma parte marcante do show. Letícia conta que foi uma experiência surreal, como se tivesse seis anos de idade de novo. “Eu me emocionei, gritei, pulei, cantei, foi uma sensação difícil de descrever em palavras”, afirma ela. O show, que faz uma produção grande e emocionante, traz a nostalgia desde a escolha das músicas, até a ambientação. A conexão entre Sandy, Junior e os fãs, é algo tão forte que Letícia caracteriza como mágico. “Foi algo muito sentimental que me fez lembrar dos shows que eu ia com a minha mãe e que ela sempre me apoiava. Fez eu me sentir muito feliz e renovada”.

A experiência do show por completo é o que faz o amor dos fãs permanecerem o mesmo. Thais Kovacs, de 24 anos, sempre acompanhou a dupla desde os 7 anos de idade e até hoje ouve os hist da dupla em DVDs e suas playlists. Hoje formada em Engenharia Química, ela e suas primas sempre iam aos shows desde pequenas acompanhadas pela madrinha, a única da família que animava para levar as crianças para sair. Doze anos após o fim de Sandy&Junior, o anúncio da turnê Nossa História juntou as primas novamente num show da dupla.

“Quando os rumores de uma nova turnê se confirmaram, uma das minhas primas já tinha formado um grupo com todas as primas e minha madrinha para irmos ao show”, conta Thais. E foi aí que o amor de fã foi posto em prova mais uma vez. Sem conseguir comprar ingressos na pré-venda, as garotas se revezaram para dormir na fila por dois dias para comprá-los. Com a ajuda da madrinha, que desmarcou consultas de seu consultório de dentista para ficar na fila, as primas conseguiram os ingressos para o show do dia 24 de agosto, em São Paulo.

Thais e a família na fila do show em São Paulo
(acervo pessoal)

Depois de todo o sufoco, o dia do show não foi diferente. As primas junto da madrinha chegaram na fila às 5 da manhã do sábado e eram as segundas da fila, apenas atrás de um homem que havia chegado à meia noite. “O momento de ficar lá dentro esperando começar o show é o pior. Quando falam que os portões abrem às 16h, você fica esperando ansiosamente e quando dá o horário é uma falsa esperança de que está chegando a hora, porém ainda tem 4 horas pela frente e o tempo não passa”, desabafa Thais. Mesmo sendo as primeiras da fila, as primas só não conseguiram ficar na grade por causa dos pacotes premiums vendidos que continham entrada antecipada. Porém, nada estragou aquele momento para elas.

O show inteiro traz a emoção e a nostalgia por representar a infância de todos os fãs que ali estavam. “Eu não imaginava que choraria tanto, era muito emocionante porque esperei muito por aquele momento” conta Thais “A música mais emocionante para todo o público presente lá foi ‘Inesquecível’, parecia que todo mundo estava chorando”.

A produção da turnê “Nossa História” foi pensada de uma forma que trouxesse todo o amor do passado que Sandy & Junior proporcionava aos fãs. Desde a seleção especial das músicas do setlist para contemplar toda a história deles (mesmo que Thais achasse que eles deveriam ter tocado ‘Maria Chiquinha’ por ter sido a primeira música deles na rádio), até a divisão de destaque para os dois irmãos – Junior ficava meio em segundo plano no passado teve músicas solo e apresentações na bateria. A sensação gostosa e gratificante de ver seus ídolos novamente é maior do que qualquer amor.

Se leve para um show

Sim , o título desse post já diz tudo o que eu gostaria de dizer a qualquer pessoa. Ir a um show sozinho é uma experiência diferente, mas muito recompensadora. Ser independente é uma situação difícil entre nós jovens que sempre queremos socializar, e ir aos lugares sozinho pode parecer um pouco estranho no começo, ainda mais quando se trata de um show ou festival. Mas, por experiência própria, posso dizer que você vai aproveitar ao máximo cada segundo. Afinal, quando se tem seu artista favorito bem à sua frente cantando todas as suas músicas favoritas, você não se sentirá sozinho.

Tomar coragem para tal ato também pode demorar. Mas imagine a situação: uma das suas bandas favoritas vem ao Brasil, mas nenhum amigo seu curte o som deles ou não podem ir ao show. Você, que está só esperando uma companhia para comprar o ingresso, fica chateado de pensar que não poderá ir. Mas por quê? Você não precisa necessariamente de um companhia para assistir a um show.

Cultura Inglesa Festival traz a cultura britânica para o Brasil

A Cultura Inglesa está muito presente no cenário paulista. Tanto a escola de inglês, quanto a própria cultura em si. Há 23 anos, a escola criou o Cultura Inglesa Festival, um evento anual de arte, cultura e entretenimento que reúne a produção artística brasileira e promove a cultura britânica, apresentando artistas do Reino Unido e do Brasil, com uma “programação contemporânea, multidisciplinar e completamente gratuita”.

A programação inclui 11 novas obras criadas pelo Cultura Inglesa Festival, shows de música, cinema, espetáculos internacionais, exposições, teatro, dança, programação infantil e muito mais.

Assumimos o papel de realizar um festival pelo seu valor indispensável à sociedade: o de promover espaços de convívio, de diálogo e fruição artística; espaços de criação e ousadia para os artistas; de pertencimento e liberdade para o público; de engajamento criativo e social com as comunidades; de encontro universal de ideias e manifestações.

https://cultural.culturainglesasp.com.br/

Clique para acessar o Programacao_Completa_Web_movimento.pdf

Exposições, performances, debates e oficinas, espetáculos internacionais e estreias compõem a programação, que traz novidades este ano. É o caso da Mostra Cine Fachada: “Novos Diretores Britânicos” com a exibição ao ar livre de filmes premiados inéditos na cidade, em parceria com o Instituto Tomie Ohtake. A programação de cinema se estende ao Instituto Moreira Salles com a exibição de dois curtas-metragens inéditos.

Os festivais de música no Brasil

A música é um dos componentes principais da nossa cultura, não é possível falar do Brasil sem mencionar o samba, a bossa nova, a MPB, o funk… São milhares de ritmos e artistas que compõem nossa história. Mas também o Brasil é conhecido por abrigar diversos festivais de música famosos, tanto internacionais, quanto originalmente brasileiros.

Um dos primeiros festivais brasileiro aconteceu durante a festa da Penha, no Rio de Janeiro, no início do século XX, sendo a escolha das melhores músicas feita apenas pelas pessoas importantes da época. Após o surgimento do rádio, tornou-se um espetáculo com uma plateia de celebridades, empresários, entre outras personalidades.

Com o golpe de 64 e a repressão – principalmente no meio cultural – , surgiram canções de conteúdo político e social, que chegavam a uma grande parcela da população devida à participação desses músicos nos festivais realizados pelas emissoras de televisão.Havia também uma participação maciça do público que torcia apaixonadamente por suas canções favoritas. Esses festivais, devido à grande popularidade e aos compositores e intérpretes envolvidos, passaram a ser sistematicamente vigiados pelos agentes DOPS, como passíveis de subversão contra a moral e o sistema nacional. Fizeram história no país o Festival de Música Popular Brasileira, na Rede Record, e o Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, ambos durante a década de 1960.

Hoje, os festivais não possuem mais um conceito tão político quanto nas décadas de 60 e 70. Porém, cada vez mais os festivais de música no Brasil chamam atenção de diversos públicos e enchem cada vez mais espaços enormes em prol da música. Aqui estão os principais festivais de música no Brasil:

  1. Rock In Rio
Foto: Divulgação/ Rock In Rio

O maior festival de rock do mundo é brasileiro! O Rock In Rio surgiu em 1985, criado por Roberto Medina após a ditadura militar, era a primeira vez que a América do Sul sediava um evento musical desse tipo. O festival já trouxe bandas como Queen, Red Hot Chili Peppers, Guns and Roses e Aerosmith. Após suas edições em 85, 91 e 2001, o festival voltou repaginado com uma área construída especialmente para ele, em 2011. Desde então, o Rock In Rio acontece a cada dois anos no Rio de Janeiro, mas também já possui suas versões em Lisboa e Las Vegas.

2. Planeta Atlântida

Foto: Divulgação / Planeta Atlântida

O Planeta Atlântida é o maior festival de música do sul do país e acontece desde 1996, na praia de Atlântida. Mais de 1.200 atrações nacionais e internacionais, de diferentes estilos, já passaram pelo palco do evento, com mais de 700 horas de shows. No passado, era um festival muito mais voltado ao rock, especialmente o rock gaúcho. Atualmente as atrações são mais ecléticas, tendo além do rock artistas de estilos como reggae e pop. Mais de 28 atrações internacionais já passaram pelo festival, como The Offspring, Men at Work, Kesha, Pitbull, SOJA, Jason Mraz e Wiz Khalifa. A banda brasileira O Rappa foi a banda que mais participou do Planeta Atlântida nas suas 22 edições no Rio Grande do Sul.

3. Lollapalooza

Foto: Correio Brasiliense

Criado em 1991, em Chicago, o Lollapalooza ganhou sua versão brasileira em 2011 em São Paulo e trouxe para o Brasil as bandas do mundo alternativo mais importantes do momento, como Arctic Monkeys e Foo Fighters. Em 2014, quando mudou-se do Jóquei Clube para o Autódromo de Interlagos, o festival cresceu e adicionou mais dois palcos, trazendo mais de 50 artistas, famosos e não tanto assim que viraram queridinhos do público. A partir do ano passado, o Lollapalooza acontece em 3 dias e traz diversos artistas do rock, pop, indie, eletrônica e hip hop.

4. Universo Paralello

Foto: Divulgação/ Universo Paralello

Um dos festivais mais diferentes do Brasil, o Universo Paralello teve sua primeira edição em 2000, organizada para o réveillon na Fazenda Água Fria, na Chapada dos Veadeiros, Centro-Oeste do país. Eram 3 dias de festa, paz, amor e música eletrônica, com divulgação apenas no boca-boca, reunindo 700 pessoas. Esse ano, a 20ª edição acontece na praia de Pratigui, na Bahia, durante o réveillon, e espera reunir mais de 3 mil pessoas para os shows de Trance.

3. Planeta Brasil

Foto: Divulgação / Planeta Brasil

Um dos menos conhecidos festivais que traz artistas internacionais para o Brasil, o Planeta Brasil acontece em Belo Horizonte. Desde 2009 mescla música, esporte, educação e cultura em um festival criado para “espalhar o pensamento sustentável pelo mundo”. Esse ano o festival aconteceu em 26 de janeiro e trouxe artistas como Wiz Khalifa e Kaskade.

Mariana quem?

O “eu” da questão está sempre mudando. Teria que escrever milhares de textos sobre esse assunto durante um dia. Porque, em um momento, eu sou uma, depois, sou outra, e se reclamar, eu mudo de novo e de novo. Não tem como ser um o tempo todo, é chato. Mudar é bom e faz bem. Porém, tem uma coisa na minha vida que nunca vai mudar: o meu amor por música.

“Quem é você?”. Essa deve ser a pergunta mais feita para uma pessoa desde quando ela é pequena. Na escola, sempre fomos obrigados a escrever um texto contanto quem eu sou, onde nasci, onde eu moro, o que eu gosto de fazer… Acho que já fiz uns trezentos textos assim e até hoje nunca sei o que escrever. Quem eu sou? Eu só tenho dezenove anos, como eu vou saber? Essa pergunta é muito relativa e pode ter muitos significados. A cada segundo que passa nós podemos mudar de opinião, de gosto. Passar a odiar uma coisa que amávamos há cinco minutos e depois gostar novamente.

Você pode não me conhecer ou ser meu melhor amigo, mas o que você deve saber sobre mim é que eu respiro música, em todas as suas formas. Bom, eu não toco nenhum instrumento e nem canto (quem dera), mas é isso que me faz acreditar como a música é uma paixão de várias formas. Só de escutar um som, uma melodia, uma letra, você é transportado para uma outra dimensão de sentidos.  

A música é algo presente na vida de todos. Cada um a encara de uma forma: alguns escutam por passatempo, outros para relaxar e há os que levam a música como parte integrante de seu conceito de ser humano, como eu.

Os brasileiros principalmente parecem levar a música de uma forma diferente para a sua vida, diferente dos outros países. Muitas vezes, a música é paixão. E se parássemos para pensar, o que seria uma forma concreta tridimensional da música? Os shows. Acho que o lugar em que eu mais me sinto bem é num show, no meio das pessoas ouvindo minha música favorita ao vivo, com a minha banda favorita bem ali na minha frente. Não é a toa que eu sou conhecida como a “louca dos shows” e eu me orgulho muito disso com a minha lista de 34 dias de shows vividos e 75 artistas assistidos (e contando).

Cada vez mais o Brasil é colocado no mapa das principais turnês internacionais, ganhando visibilidade nesse mercado. Conhecidos sempre como “a melhor platéia para qual já toquei”, a América do Sul possui essa característica de serem os fãs mais apaixonados pelos artistas, cantando e pulando mais do que qualquer outro continente. A paixão pela música leva à loucuras, desafios, conquistas e trabalhos. Através dos shows, os quais eu considero como uma contemplação de todo o sentimento que uma pessoa tem por um artista, a filosofia da música é reforçada cada vez mais.

Porém, muitas vezes a música é tratada de uma forma superficial na imprensa, com pequenas notícias de shows, lançamentos e entrevistas, mas nunca algo aprofundado, nunca mostrando a multiplicidade de assuntos a cerca da música. Por isso espero abranger aqui as múltiplas facetas da música nos shows e festivais, desde sua construção, planejamento e mercado até o amor dos fãs, a reação dos artistas e a filosofia por trás do amor pela música.

Por muito tempo nós fomos formados a escrever e falar sobre um assunto pré-selecionado. Mesmo que a liberdade e a criatividade sejam incentivadas, tanto no colégio como na faculdade, nossa escrita é sempre moldada sob um certo objetivo. A liberdade de criar um blog sobre o assunto que você quisesse me pareceu assustadora no começo: de tantos assuntos, qual eu vou escolher para escrever durante um ano todo? Não foi preciso pensar muito, porque não teria nada mais a ver comigo do que escrever sobre o que eu mais gosto, que é a música e os shows. Isso é o que me move todos os dias e falar sobre o que eu amo é muito prazeroso para mim.

Sempre quando me perguntam por que eu escolhi fazer Jornalismo, a resposta é sempre a mesma: foi o caminho mais próximo que eu achei para me levar ao universo da música. Porque trabalhar com música é o que me move todos os dias para levantar e ir à faculdade. Eu sempre me vejo como uma pessoa muito decidida que já tem tudo planejado para o futuro na mente (levo meu signo muito à sério) e mesmo sendo nova eu tenho plena convicção do que eu quero fazer da minha vida. Fico muito feliz desse blog me “obrigar” de uma forma boa a escrever sobre o que eu mais quero escrever daqui para frente.

Então, sejam bem-vindos. Se você gosta de música de uma forma diferente e acha que ninguém ao seu redor entende isso, saiba que você não está sozinho. A música une as pessoas e espero que esse blog também. Várias experiências relacionadas aos shows e festivais e até mesmo à música serão compartilhadas aqui, portanto, se você tem uma história ou uma opinião que queira dividir, aqui é o lugar.

O que eu estou escrevendo aqui pode nunca ser lido por ninguém, como também pode ser lido por milhares de pessoas. O negócio é tentar e ver se dá certo. Então, se tem alguém aí, muito obrigada por me dar um pouquinho do seu tempo, isso é muito importante para mim. Espero que assim como eu, você sinta pelo menos um pouquinho do que a música faz na nossa vida, tenho certeza que você vai se interessar. Afinal, um pouco de música não faz mal a ninguém.